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Energia Solar Explicada
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Quanto custa uma placa solar em 2026: preços por potência, marca e sistema completo instalado

Preços de placas solares no Brasil em fev/2026: de R$ 500 a R$ 1.500 por módulo. Veja valores por potência, marca e quanto custa o sistema completo instalado.

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Equipe Editorial

Energia Solar Explicada · Sobre nossa equipe

Painéis solares monocristalinos instalados em telhado residencial brasileiro com céu azul ao fundo
Em 2026, o preço por watt-pico de um módulo solar caiu 60% em relação a 2022

Uma placa solar de 550W custa entre R$ 800 e R$ 1.200 no Brasil em fevereiro de 2026. Parece barato, e de certa forma é: o preço dos módulos fotovoltaicos caiu cerca de 60% entre 2022 e 2025, segundo levantamento da Greener. Só que a placa sozinha não gera energia. Você precisa de inversor, estrutura de fixação, cabeamento, projeto e instalação. O sistema completo para uma casa média sai entre R$ 15 mil e R$ 25 mil. E tem um detalhe: os preços começaram a subir de novo no início de 2026.

Aqui vão os números atualizados, organizados por potência, por marca e pelo que realmente importa: o custo do sistema inteiro funcionando no seu telhado.

Quanto custa uma placa solar em 2026

O preço de um módulo fotovoltaico individual varia de R$ 500 a R$ 1.500, dependendo da potência e da marca. Essa faixa enorme existe porque uma placa de 400W de entrada não se compara a um módulo bifacial de 670W de última geração.

A métrica que nivela a comparação é o preço por watt-pico (Wp). Em fevereiro de 2026, o mercado brasileiro pratica entre R$ 1,30 e R$ 2,00 por Wp no módulo avulso. Um painel de 550W a R$ 900, por exemplo, sai a R$ 1,63/Wp. Quanto maior a potência do painel, menor tende a ser o custo por watt, porque a estrutura física (vidro, moldura, caixa de junção) é quase a mesma.

De 2022 pra cá, a queda foi brutal. Segundo a Greener, o preço médio de sistemas residenciais de até 150 kWp recuou 7,5% só no primeiro semestre de 2025 em relação a junho de 2024. E o acumulado desde 2022 chega a 60% de redução para o consumidor final.

Acontece que esse ciclo de queda deu uma freada. Entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, os fabricantes aplicaram reajustes de 10% a 15%, puxados por aumento do polisilício, alta da prata (que superou o custo do wafer em dezembro) e eliminação de subsídios de exportação na China (Canal Solar, jan/2026). A projeção do setor é que o acumulado de 2026 chegue a 25-30% de alta. Mesmo assim, os preços seguem 65% abaixo do patamar de janeiro de 2023.

Preço por potência: 550W, 600W e 670W

As três faixas de potência mais vendidas no Brasil residencial e comercial hoje são 550W, 600W e 670W. Módulos de 400W ainda existem no mercado, mas estão sendo descontinuados pela maioria dos fabricantes tier 1.

Preço médio de módulos fotovoltaicos por potência no Brasil em fevereiro de 2026
Potência Faixa de preço (unidade) Preço por Wp Uso típico
550W R$ 750 – R$ 1.100 R$ 1,36 – R$ 2,00 Residencial padrão
600W R$ 900 – R$ 1.300 R$ 1,50 – R$ 2,17 Residencial / comercial
670W R$ 1.100 – R$ 1.500 R$ 1,64 – R$ 2,24 Comercial / telhado limitado

Esses valores são para compra em lote (a partir de 6-10 unidades). Módulo avulso no varejo online pode sair mais caro. E atenção: painel sem certificação INMETRO não pode ser homologado pela distribuidora. Economia de R$ 200 no módulo pode virar dor de cabeça na hora de ligar o sistema na rede.

A tendência do mercado é migrar para painéis de 580W a 670W. Menos módulos no telhado significa menos estrutura, menos conectores e instalação mais rápida. Para quem tem área de telhado limitada, um painel de 670W com 22% de eficiência gera a mesma energia que dois painéis antigos de 335W ocupando mais espaço.

Preço por marca: as 8 mais vendidas no Brasil

O Brasil concentra a demanda em cerca de 8 fabricantes tier 1 de módulos fotovoltaicos. Todas as marcas abaixo têm certificação INMETRO e estão entre as mais vendidas segundo o ranking Greener 2025.

Canadian Solar domina o mercado brasileiro pelo equilíbrio entre preço e disponibilidade. Um módulo monocristalino de 550W da Canadian sai na faixa de R$ 800 a R$ 1.000. A eficiência média é de 21,6%, com garantia de 25 anos de performance e 12 de produto. As potências vão de 540W a 670W.

Jinko Solar é a que mais investe em eficiência. O módulo Tiger Neo N-type chega a 22% de eficiência, e a linha vai até 635W. O preço fica ligeiramente acima da Canadian: R$ 850 a R$ 1.100 para um painel de 555W. A garantia de performance é de 30 anos, a mais longa entre as grandes marcas.

Trina Solar disputa diretamente com Jinko em tecnologia. Eficiência de 21,8%, potências até 670W e garantia de produto de 15 anos, a mais longa do grupo. Preço na mesma faixa da Jinko: R$ 850 a R$ 1.100 para módulos de 555W.

JA Solar oferece bom custo-benefício para integradores que buscam margem. Potências de 540W a 630W, eficiência de 21,5%. Preço levemente abaixo: R$ 780 a R$ 1.050 no módulo de 550W.

LONGi tem a maior eficiência média do grupo, 22,3%, mas trabalha com uma linha mais enxuta (até 600W). O preço reflete a eficiência premium: R$ 900 a R$ 1.200 no módulo de 555W.

BYD, mais conhecida por carros elétricos, produz módulos de 540W a 575W com 21,2% de eficiência. Preço competitivo: R$ 750 a R$ 1.000 no módulo de 550W. A vantagem é a rede de assistência técnica no Brasil.

Risen e DAH Solar completam o ranking. A Risen oferece módulos até 600W com eficiência de 21,4%. A DAH Solar se diferencia por produzir painéis bifaciais (geram energia pelos dois lados) com garantia de performance de 30 anos. Ambas praticam preços de R$ 750 a R$ 1.100 na faixa de 550W.

Na prática, a diferença de preço entre marcas tier 1 para um sistema residencial de 8 painéis fica entre R$ 500 e R$ 2.000 no total. O que pesa mais na decisão é a disponibilidade no distribuidor e a garantia de produto.

O preço da placa não é o preço do sistema

Esse é o erro mais comum de quem pesquisa “placa solar preço” no Google. O módulo fotovoltaico representa entre 25% e 40% do custo total do sistema instalado, segundo dados da Greener. O restante se divide assim:

O inversor solar converte a energia gerada (corrente contínua) em energia utilizável (corrente alternada). Inversores de string como Growatt, Deye e WEG custam entre R$ 2.000 e R$ 6.000 para sistemas residenciais. Microinversores (APsystems) custam mais, mas simplificam a instalação e o monitoramento.

A estrutura de fixação adapta os painéis ao tipo de telhado (cerâmica, metálico, fibrocimento ou laje). Custa entre R$ 800 e R$ 2.500 dependendo da quantidade de módulos e do tipo de fixação. Instalação em solo é 18% a 23% mais cara pela complexidade da estrutura.

O serviço inclui projeto elétrico, instalação, homologação junto à distribuidora e troca do medidor. Representa cerca de 37% do custo total. Mão de obra qualificada seguindo NR-10 e NR-35 não é barata, mas pular essa etapa é receita pra incêndio, literalmente.

Composição do custo de um sistema solar de 5 kWp: painéis 32%, inversor 28%, estrutura 10%, serviço 30%
A placa é só um terço do custo: inversor e mão de obra somam quase 60% do investimento total

Botando tudo na conta: quando alguém fala que “placa solar custa R$ 900”, o sistema completo com aquela placa funcionando no telhado custa entre R$ 4.500 e R$ 6.000 por kWp instalado. No artigo sobre quanto custa energia solar residencial a gente detalha cada componente e mostra o payback real em 2026.

Quanto custa o sistema completo por kWp

A tabela abaixo mostra o investimento total para sistemas residenciais instalados e homologados no Brasil em 2026. Os valores incluem painéis, inversor, estrutura, cabeamento, instalação e homologação.

Custo de sistema solar fotovoltaico residencial completo por tamanho no Brasil em 2026
Tamanho do sistema Consumo mensal típico Nº de painéis (550W) Investimento total Custo por kWp
2 kWp até 200 kWh 4 R$ 10.000 – R$ 14.000 R$ 5.000 – R$ 7.000
4 kWp até 350 kWh 8 R$ 15.000 – R$ 20.000 R$ 3.750 – R$ 5.000
6 kWp até 500 kWh 11 R$ 20.000 – R$ 28.000 R$ 3.333 – R$ 4.667
8 kWp até 700 kWh 15 R$ 25.000 – R$ 35.000 R$ 3.125 – R$ 4.375
Grafico de barras comparando custo por kWp de sistemas solares residenciais de 2 a 8 kWp no Brasil em 2026
Sistemas maiores diluem o custo fixo: 8 kWp custa R$ 3.750/kWp contra R$ 6.000/kWp de um sistema de 2 kWp

Perceba o padrão: sistemas maiores têm custo por kWp menor. Um sistema de 2 kWp pode custar R$ 5.000 a R$ 7.000 por kWp, enquanto um de 8 kWp fica na faixa de R$ 3.125 a R$ 4.375/kWp. Isso acontece porque o custo fixo (inversor, projeto, homologação, deslocamento da equipe) se dilui em mais painéis.

Na ponta do lápis, para uma casa com conta de luz de R$ 400/mês e consumo de 500 kWh, o sistema ideal fica em torno de 6 kWp. Investimento de R$ 20 mil a R$ 28 mil com payback entre 3,5 e 5 anos, segundo estimativas do setor para 2026 (Portal Energia Brasil).

O que está mudando em 2026

Dois fatores estão redesenhando a conta da energia solar em 2026, e os dois apontam pra cima no custo.

O primeiro é o reajuste de preços dos módulos. Dois anos de queda livre acabaram. Os chineses começaram a subir tabela em dezembro de 2025, e quem acompanha o setor viu o motivo: polisilício 50% mais caro ao longo de 2025, prata batendo recorde (o custo da pasta de metalização superou o do wafer pela primeira vez) e o governo chinês cortando subsídio de exportação. O Canal Solar estima alta acumulada de 25-30% em 2026 no preço dos módulos. Se você está cotando, o primeiro trimestre ainda pega preço melhor.

O segundo fator é o Fio B a 60%. Funciona assim: a Lei 14.300/2022 criou uma cobrança progressiva pra quem gera energia solar e injeta na rede. Era 45% em 2025. Agora em 2026, subiu pra 60%. Vai a 90% lá em 2029. O efeito no bolso? A economia na conta diminui um pouco a cada ano, esticando o payback em 3 a 6 meses dependendo de quanto você injeta. Quem homologou o sistema antes de julho de 2023 escapou, porque tem direito adquirido com isenção total.

Nada disso inviabiliza o investimento. O Brasil chegou a 60 GW de capacidade solar instalada no começo de 2026, segundo a ABSOLAR. São 4,6 milhões de imóveis gerando a própria energia. Tarifa média residencial de R$ 0,62/kWh, sol generoso (HSP médio de 5,15 kWh/m² por dia) e payback de 3,5 a 5 anos. A conta fecha mesmo pagando Fio B de 60%. Confira outros guias sobre energia solar no blog pra entender cada etapa do processo.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre placa solar e painel solar? Nenhuma. “Placa solar” e “painel solar” são nomes populares para o mesmo equipamento: o módulo fotovoltaico. No jargão técnico, o termo correto é módulo. Os três nomes aparecem nas buscas e significam a mesma coisa.

Quantas placas solares preciso pra minha casa? Depende do seu consumo mensal de energia. Como referência rápida: divida o consumo em kWh por 75 (estimativa conservadora para painéis de 550W em região com boa irradiação). Uma casa que consome 400 kWh/mês precisa de cerca de 6 painéis de 550W, formando um sistema de aproximadamente 3,3 kWp. Para um dimensionamento preciso que considere a irradiação da sua cidade e tipo de telhado, a conta muda bastante. Veja os termos técnicos de energia solar no glossário se alguma sigla ficou confusa.

Vale a pena comprar placa solar avulsa no Mercado Livre? Para quem vai contratar um integrador (empresa que projeta e instala), não. O integrador compra os módulos no distribuidor com preço de volume e garante a compatibilidade entre painéis, inversor e estrutura. Comprar avulso no varejo online geralmente sai mais caro por watt e pode gerar incompatibilidade com o inversor. Sem falar que painel sem certificação INMETRO não é aceito pela distribuidora na homologação.

Os preços vão continuar subindo em 2026? Nos módulos, sim. O Canal Solar projeta alta acumulada de 25-30% no ano. Parece assustador, mas tem contexto: os preços partem de um piso que é 65% menor que em janeiro de 2023. Mesmo com o reajuste todo, o módulo de 550W que custava R$ 2.500 em 2022 deve ficar em torno de R$ 1.100 no fim de 2026. Fora isso, inversor e mão de obra (que pesam 60-75% do custo do sistema) sobem bem menos. O impacto real no preço do sistema instalado fica na faixa de 10-15%.

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